REFIS das grandes empresas poderá vir com a reforma do IR. Entenda o momento.

O governo manobra para que o REFIS das grandes empresas seja inserido na Reforma Tributária. Até então havia negociação para que fosse editada Medida Provisória.

Na prática isso quer dizer que o REFIS viria junto com a criação do imposto de renda sobre os dividendos, que tantas vezes já criticamos nesse espaço.

Por nossa experiência acreditamos que ainda haja espaço para o REFIS avulso, e seguimos crendo que deverá ser aprovado em algumas semanas.

Assim temos orientado nossos clientes.

Notícias em breve.

Sócio de microempresa responde por débitos fiscais após encerramento da sociedade. Entenda.

Tema que vem sofrendo grande reviravolta nos Tribunais obteve novo capítulo essa semana na STJ. Sócios de MPE respondem por débitos tributários após o fechamento/dissolução da empresa, por regra.

A fundamentação se deu no art. 135, I, do CTN, segundo o que , no caso de liquidação de sociedade de pessoas, se a obrigação não puder ser paga pela empresa, os sócios respondem solidariamente. 

Deveriam os sócios, para se desonerarem da obrigação, “demonstrar a insuficiência do patrimônio quando da liquidação para exonerar-se da responsabilidade pelos débitos”.

O tema ainda é bastante complexo, e defendemos a tese de que os sócios só poderiam ser responsabilizados se tivessem realizado ato ilícito ou com excesso de poderes.

Todo cuidado ao encerrar um negócio. A vítima poderá ser você.

IRPJ e CSLL sobre SELIC – Entenda a recente, e definitiva, posição do STF.

Foi uma supresa. E positiva. O fato é: a correção pela SELIC não deve ser tributada pelo imposto de renda e contribuição social nas situações de repetição de indébito (devolução de valor pago indevidamente), mas apenas a partir de 30 de setembro de 2021.

Ficam ressalvadas as ações ajuizadas antes de 17/09/2021, que terão direito a buscar os valores pagos há mais até 5 anos dessa data.

Por sua vez quem deixou de pagar IRPJ e a CS, mesmo sem ação, também estarão acobertados pela decisão.

Parece confuso, e de fato é. Muito. Vindo do STF é o mínimo que se espera.

REFIS do Simples – Entenda como pagar as parcelas.

Uma vez que tenha ingressado no RELP (Refis do Simples) e apurado a forma de desconto de sua dívida (exposto no post anterior), o contribuinte deve então calcular a forma de apuração das parcelas.

O saldo, dividido em até 180 vezes, pode ser pago da seguinte forma:

  • do 1ª à 12ª parcela (primeiro ano): 0,4% do saldo consolidado da dívida;
  • da 13ª à 24ª parcela (segundo ano): 0,5% do saldo consolidado da dívida;
  • da 25ª à 36ª parcela (terceiro ano): 0,6% do saldo consolidado da dívida; e
  • a partir da 37ª parcela, o saldo, dividido em até 144 vezes.

As parcelas também não poderão ser inferiores a R$ 300,00 para micro e pequenas empresas, ou R$ 50,00 para MEI.

A cada parcela é acrescido juros equivalentes à taxa Selic, acumulada mensalmente, calculados a partir do mês subsequente ao da consolidação (pedido de adesão) até o mês anterior ao do pagamento, e de 1% (um por cento) relativamente ao mês em que o pagamento for efetuado.

REFIS do Simples – Entenda como aderir e qual a base de redução de multa e juros.

Nessa sexta feira foi publicada Instrução Normativa 2.078/22 que regulamento (na RFB) a adesão ao progrma.

Estima-se que 400 mil empresa aderirão ao benefício, cujo prazo máximo será de 180 parcelas.

A adesão se dá pelo e-CAC onde as dívidas a serem parcelas deverão ser indicadas. Poderá haver migração de parcelamentos antigos, bastando a desistência formal deles.

O primeiro pagamento se dá no exato momento da adesão.

As reduções são:

Quem teve a receita bruta reduzida em:

  • 80% ou mais (ou ficou inativo): paga 1% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 90% de desconto sobre multas e juros.
  • 60%: paga 2,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 85% de desconto sobre multas e juros.
  • 45%: paga 5,0% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 80% de desconto sobre multas e juros.
  • 30%: paga 7,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 75% de desconto sobre multas e juros.
  • 15%: paga 10% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 70% de desconto sobre multas e juros.
  • Sem perda (0): paga 12,5% da dívida total, sem redução, em até 8 vezes (até novembro) e o restante parcelado em até 180 vezes, com 65% de desconto sobre multas e juros.

Saiu a redução do IPI – 35% – Maravilhosa notícia.

Como antecipado aqui no blog há poucos dias, o Gov. Federal publicou nova TIPI contemplando a redução de IPI que agora totaliza 35%.

Antes já havia sido reduzida em 25%, agora foram mais 10%.

Novo corte beneficia: calçados; tecidos; metalurgia; TV e SOM; Carros; armas; Móveis; brinquedos e máquinas.

Serão 27 bilhões ao ano que ficarão nas mãos dos consumidores pelos descontos.

Sextou! Dia de bebemorar!

PLR com isenção de imposto de renda na fonte – medida deve valer em breve.

Comissão do SENADO aprovou medida que isentaria o pagamento de PLR de imposto de renda retido na fonte (até 27,5%).

De fato não faz sentido os lucros serem distribuídos de modo isento (sem limite algum) e os PLRs sofrerem a retenção.

Possivelmente nas próximas semanas essa regra já esteja vigendo, bastando apenas que o Senado de andamento e remeta à Câmara, onde também já há apoio total à ideia.

Aguardemos.