Conheça o REFIS que está por vir.

A pressão fica cada vez maior e a aproximação do Planalto com o Centrão conduz naturalmente para uma abertura do prazo do REFIS, como forma de trazer alívio às empresas tão afetadas pela segunda onda da Covid-19.

O Projeto mais adiantado é de autoria do Presidente do Senado que, essencialmente, reabriria o prazo para adesão do PERT, com ajustes nos prazos e modalidades de pagamento.

Basicamente teríamos:

  • Entrada de 5% do valor da dívida consolidada
  • Saldo parcelado em até 175 vezes;
  • Redução de 100% das multas, juros e encargos;
  • Possibilidade de utilização de prejuízos fiscais (limitados a 15 mi);

Desta feita estuda-se proibir a entrada dos chamados “devedores contumazes”, aqueles que já entraram em mais de 2 programas e foram excluídos por falta de pagamento.

Fiquemos atentos. A previsão é de que algo ocorra entre 2 e 3 meses.

Depósitos bancários passam a ser aceitos como base de autuação de IR. Entenda.

Nas últimas décadas, especialmente depois da criação da malfadada CPMF, o Fisco passou a “autuar” pelo imposto de renda o simples depósito em conta bancária sem origem ou contabilização. Tanto para pessoa física quanto jurídida.

Levado à apreciação da Justiça o tema acabou em favor dos contribuintes. Entendeu a Justiça, à época, que o simples fato de haver depósito na conta não seria suficiente para cobrança de IR.

Agora isso mudou.

Tanto o STF, quanto o CARF passaram a adotar entendimento de que os valores em conta (depósitos) são presumivelmente tributados, cabendo ao contribuinte a prova de que eventualmente não seriam.

Essa postura muda muito.

Confira seus ganhos na Declaração de Rendas e veja todos os ingressos financeiros estão ali originados.

Toda atenção.

ITBI – Entenda o momento e as três situações em que você não deve pagar.

O ITBI é um imposto pouco estudado. Em geral, paga-se e ponto final. É uma guia “preparada pelo cartório”.

Mas agora mudou. Há TRÊS novas situações em que o imposto não deve ser cobrado, a despeito de os cartórios ainda exigirem o pagamento:

a) Integralização de imóvel ao capital de empresa;

b) Cessão de direitos (o famoso contrato de gaveta);

c) Não pagamento pelo valor de referência, mas pelo valor venal (IPTU).

São posições já adotadas pela Justiça mas que os cartórios seguem exigindo a cobrança.

Infelizmente o caminho é o Mandado de Segurança.

Estamos à disposição.

“O IMPOSTO QUE VOCÊ NÃO CONHECE, SUA EMPRESA PAGA”

Novas Regras Trabalhistas – URG.

Por intermédio da MP 1046/2021 conhecemos as novas regras de transição para enfrentamento do período COVID-19.

Ao que nos interessa:

  • Teletrabalho: Permitida instituição por ato da empresa desde que com aviso prévio de 48hs. As demais regras permanecem as mesmas;
  • Antecipação de Férias : igualmente poderão se dar por ato do empregador desde que com aviso prévio de 48 hs, não podendo ser inferior a 5 dias. Poderão ser concedidas mesmo que o período aquisitivo não tenha sido incorrido. O “terço adicional” poderá ser pago até dezembro. O fluxo de pagamento seguirá o normal, até o 5o dia útil.
  • Férias Coletivas : Idem acima, com pré-aviso de 48horas , dispensada necessidade de aviso às autoridades públicas e sindicatos.
  • Antecipação de Feriados – permitido livremente.
  • Banco de Horas – permitida adoção para compensação em até 18 meses or acordo individual. A compensação se dará a critério do empregador.
  • Medicina e Segurança – Suspensos por 120 dias os exames médicos ocupacionais e treinamentos. Eleições da CIPA poderão ocorrer por meio digital.
  • FGTS – recolhimentos de abril a julho, adiados para setembro a dezembro.

MP 1.045 de 27 de abril de 2021. Entenda o que muda para REDUÇÃO ou SUSPENSÃO do contrato de trabalho. URG.

A MP 1.045/21 instituiu o novo Programa Emergencial.

Os principais pontos são:

  • Formalização :A empresa deverá informar ao Ministério da Economia a redução de jornada e salário assim como a suspensão temporária do contrato de trabalho em até 10 dias contados da assinatura do acordo. O Ministério disciplinará a forma de comunicação;
  • Tudo será veiculado por via digital; Poderá se dar por acordo individual ou coletivo;
  • Deverá haver comunicação ao sindicato em até 10 dias;
  • Se realizado por acordo individual terá de obedecer aviso prévio de 48 hs;
  • Pagamento: A primeira parcela será paga em 30 dias da assinatura do acordo;
  • Se não houver o aviso acima descrito, o empregador será responsável por pagar o benefício integral;
  • O recebimento do benefício não inibirá perceber o salário desemprego no momento de eventual dispensa;
  • O valor do benefício terá como limite o teto do Seguro Desemprego;
  • Redução de Jornada e Salário: No caso de “redução” o cálculo será proporcional;
  • A redução poderá ser por setor da empresa (desigual);
  • Redução poderá se dar por 25, 50 e 70%, de jornada e salários;
  • Prazo : Prazo máximo de 120 dias;
  • Suspensão: No caso de Suspensão os benefícios deverão ser mantidos;
  • Haverá estabilidade no emprego pelo mesmo período do benefício;
  • Poderá haver o cancelamento do benefício por comum acordo;

Novas Medidas Trabalhistas – Já estão valendo – URG.

Serão publicadas 3 Medidas Provisórias nessa quarta feira, 28/04.

Os pontos mais relevantes são:

  • Pagamento o FGTS de abril, maio, junho e julho adiado para setembro a dezembro, resctivamente;
  • Suspensão de trabalho e salário por até 120 dias com estabilidade pelo mesmo prazo;
  • Redução de trabalho e salários em 25; 50 e 75% pelo mesmo prazo, gerando estabilidade pelo mesmo período do benefício;
  • Férias – poderão ser antecipadas, com antecedência mínima de 48 hs, ou realizadas por acordo coletivo;
  • Feriados – poderão ser antecipados;
  • Teletrabalho – possibilidade de implementação imediata independente de acordo;

Maiores informações a seguir.

ITBI não deve ser pago com base no valor de referência. Entenda.

Bem sabemos que o Fisco Municipal exige o recolhimento do ITBI com base no valor venal de referência, apurado por ele mesmo.

Esse valor, no mais das vezes, não tem relação direta com o valor de mercado ou da operação que se escritura.

O assunto foi seguidamente levado à Justiça e agora, de modo definitivo, restou consignada posição de que a base de cálculo do ITBI deve corresponder ao valor venal do imóvel para fins de IPTU (muito menor que o de referência atualmente utilizado).

Sendo assim, deve haver a tributação com base no valor de venda ou no valor venal do ITPU. Dos dois, o maior.

“INCIDENTE DE RESOLUÇÃO DE DEMANDAS REPETITIVAS ITBI BASE DE CÁLCULO – Deve ser calculado sobre o valor do negócio jurídico realizado ou sobre o valor venal do imóvel para fins de IPTU, aquele que for maior, afastando o “valor de referência” – Ilegalidade da apuração do valor venal previsto em desacordo com o CTN – Ofensa ao princípio da legalidade tributária, artigo 150, inciso I da CF Precedentes IRDR PROVIDO PARA FIXAR A TESE JURÍDICA DA BASE DE CÁLCULO DO ITBI, DEVENDO CORRESPONDER AO VALOR VENAL DO IMÓVEL OU AO VALOR DA TRANSAÇÃO, PREVALECENDO O QUE FOR MAIOR”. (TJSP; Incidente de Resolução de Demandas Repetitivas 2243516-62.2017.8.26.0000; Relator: Burza Neto; Órgão Julgador: 7º Grupo de Direito Público; Foro Central – Fazenda Pública/Acidentes – 9ª Vara de Fazenda Pública; Data do Julgamento: 23/05/2019; Data de Registro: 26/07/2019).

PLR – Entenda o momento dessa importante ferramenta de gestão de empregados.

O PLR segue sendo, e depois da Lei 14.020/2020, mais ainda, uma importantíssima ferramenta de gestão da remuneração de empregados.

A tributação, se bem feita, é ZERO para a empresa e APENAS IRRF para o empregado.

Não há reflexo trabalhista, de FGTS nem mesmo de INSS. Em teoria é o mais eficiente método de pagamento de produtividade.

Para que esses objetivos sejam atendidos é VITAL:

a) Criação de regras claras e objetivas para cumprimento das “metas”;

b) Pagamentos em duas parcelas dentro do ano, com no mínimo 90 dias de espaçamento entre elas;

c) Há possibilidade de pagamento do adiantamento após 90 dia de assinatura do termo de acordo;

d) Comunicação ao sindicato para que, se quiserem, participem da elaboração e posteriormente o “depósito” do termo no órgão de classe;

e) Poderá ser instituída apenas por acordo coletivo e por setor da empresa. Até mesmo individualmente;