Como pagar o PLR se o sindicato exige a “contribuição assistencial” que a empresa não pode descontar? Entenda.

Caiu a MP que impedia o desconto em folha de salários e os sindicatos, roedores à espreita, partem para um segundo estágio: para eles, rapineiros da mortadela alheia, abriu-se um “vale tudo” em que, desde que constante em assembleia, qualquer valor pode ser afanado dos salários.

Uma óva (expressão, confesso, tomada da minha avó)!

Ainda que sem a MP temos a Lei e por ela apenas podem haver descontos em folha se o empregado expressa e formalmente autorizar o saque, do contrário : no discount for you! (Essa é para os que lembram da ‘sopa’).

Mas como fica o PLR que necessita da anuência sindical para existir e se eles exigem cobrar o que não pode ser descontado ?

Semana passada estive numa reunião com um expressivo sindicato de SP. Já tínhamos o PLR negociado com os empregados e mesmo com o sindicato. Bastava ser assinado para que o pagamento ocorresse.

Objetivamente a diretora sindical (lá todos têm esse cargo) foi clara.

  • Tem que pagar “a assistencial” de 6%.

Minha resposta foi:

  • não pagaremos nada que os empregados não autorizem expressamente,

ao que ela disse:

  • a reunião terminou e o senhor (no caso, eu) deve se retirar…

Ainda passei no banheiro seguido por um segurança que vigiou minhas ações naquele espaço. Truculência e ignorância – a gente vê por aqui.

E agora? o que fazer?

Respondo no próximo post.

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